segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Something always brings me back to you.


Eu pensei muito em como seria a primeira postagem do ano, porque queria que ela tivesse um significado, por isso minha grande dificuldade. Mas se fosse esperar algo eu sabia que ia demorar muito para sair e resolvi escrever mesmo assim, até porque esse é o objetivo de escrever aqui: o que acontece na minha vida. Por isso, o nome do blog, porque ainda assim eu tenho esperança de que a vida seja doce. E, para não perder o rumo, esse nome é um trecho de uma música (Sugar mouse, de Oh atoms), que diz exatamente assim: "Ninguém sabe o que o futuro nos reserva, se nós apenas esperarmos, talvez a vida possa ser doce."
E o que está acontecendo em minha vida? Vários nadas e ao mesmo tempo tudo que sempre tem acontecido. Estou no meio da leitura de "Não se iluda, não" que eu pedi de presente de amigo secreto. Também ganhei o "Não se apega, não" e já li, e tenho que dizer que estou lendo na época certa da minha vida. Como eu citei na minha retrospectiva, em 2015 eu me apaixonei, me apeguei, sofri e ainda não superei. E por mais que essa seja a meta do ano, não é automático e eu não mando nos meus sentimentos, culpa do meu mapa que é uma briga constante entre câncer e aquário (mas isso não vem ao caso, um dia eu faço um post sobre). 

Não se iluda, não
Voltando ao livro, estou me identificando tanto com o que a protagonista está passando, que cada frase, cada momento eu penso "é bem assim mesmo comigo." Deve ser porque tudo que eu leio, ouço e  assisto já me faz lembrar tudo que eu estou sentindo.  Mas eu precisava viver isso que eu estou passando agora, para que eu seja uma pessoa mais forte. Há desamores que vem para o bem, eu acho. Mas claro que tudo isso antes de ser um "bem" passa por tristeza, mágoa, decepção, rancor, saudade e marcas de lágrimas no travesseiro.
Num dos capítulos do livro, ela citou uma música que eu já tinha escutado em One tree hill, já tinha copiado no twitter, e que sim, ela fala até demais sobre mim e sobre o que eu sinto e tento esconder.
"Onde você estava quando tudo se desmoronava? Todos os meus dias foram gastos no telefone que nunca tocou. E tudo o que eu precisava era de uma ligação que nunca veio. Mas no final, todos terminam sozinhos. Me perdendo, a única pessoa que eu realmente conhecia. Quem eu sou, quem eu não sou e quem eu quero ser. Perdida e insegura você me achou. Por que você teve que esperar? Onde você estava? Só um pouco tarde, você me achou. Logo de manhã, a cidade nasce. E eu estive ligando durante anos. E você nunca me deixou mensagens, você nunca me enviou cartas. Você ganhou algum tipo de poder me tirando tudo o que eu queria." 
E por mais que essa música seja dolorosa, sincera, e direta, é necessário que eu entenda e assim, não crie nenhum tipo de ilusão. Porque por mais que eu me decepcione agora, não posso me apegar a alguém que eu sei que não passa de um quase na minha vida. "quase amor, um sonho sem esperança, romance sem sorte. Eu deveria saber que isso me traria dor, pois 'quases' sempre trazem."
Vou continuar lendo, mas o meu temor é que ela tenha um final feliz enquanto eu sei que não terei. Por isso que apesar de tudo, eu não me iludo.

Ah, criei uma playlist para escrever esse post.


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